O turista decide com o câmbio da semana (e o argentino caiu no verão). O comprador decide com horizonte de anos, ganha em moeda forte e mira patrimônio. Públicos distintos.
6% → 20%
a fatia de compradores ligados ao exterior (estrangeiros + brasileiros no exterior) mais que triplicou em 2 anos. Recorte de UMA empresa, mas a direção é clara.
Alumbra (Itajaí): estrangeiros de 3% para 21%. Thozen (Porto Belo): ~10% para 20%. Torresul: 30% das vendas para brasileiros no exterior. Tendência real, sem inventar “o mercado”.
5,29 mi
de brasileiros vivem no exterior, recorde. Só nos EUA são ~2,1 milhões. Uma fração deles, com renda em dólar, já é uma demanda enorme por imóvel no Brasil.
O latino (argentino na frente), o brasileiro nos EUA (Boston, Flórida) e o europeu. Buscam alto padrão frente-mar: 2ª moradia, renda de temporada ou aposentadoria.
R$ 5,20
o dólar (euro ~R$ 5,85): quem ganha lá fora compra por uma fração do preço de fora. E dá pra comprar: imóvel urbano é livre pro estrangeiro (só precisa de CPF).
Turismo oscila com o câmbio; a compra segue outra lógica, de anos. Quem ganha em moeda forte tem vantagem estrutural. Entender esse comprador é a Bússola Habitz.