As empresas do Píer Oporto vão ligar o Balneário Perequê (Porto Belo) à Meia Praia (Itapema) a pé. Atenção: não é a ponte de carros, que já existe. E ainda é projeto, sem prazo, valor ou extensão divulgados.
A passarela não é um mimo turístico: é uma contrapartida de um acordo (TAC) firmado com o MPSC em junho de 2026, que encerrou uma investigação sobre o próprio píer.
2 mil → 20,8 mil m²
O complexo do píer foi construído bem maior que o licenciado: o projeto original tinha ~2 mil m²; foi erguido com mais de 20,8 mil m². As unidades comerciais saltaram de 17 para 44.
R$ 6,5 mi+
em medidas compensatórias de interesse público na região (mais ~R$ 300 mil para atendimento ao cidadão). A passarela entre Porto Belo e Itapema é uma dessas contrapartidas.
O litoral cresce mais rápido que a fiscalização. Quando um projeto incha no caminho, o acordo é o mecanismo que converte o excesso em obra pública. Aqui, o sistema funcionou.
Itapema (o m² mais caro do país) e Porto Belo (líder em volume) conectadas a pé, com o Píer Oporto de âncora. Duas orlas viram um circuito. Com pé no chão: enquanto não sai a licença, é promessa.
A obra é boa e a origem importa. Quem respeita o licenciamento protege o próprio patrimônio. Ler a notícia inteira, e não só a parte bonita, é a Bússola Habitz.