Do Number One ao Rio Parque: por que Tijucas virou a nova fronteira do litoral de SC
Espremida entre os mercados mais caros do país, Tijucas deixou de ser cidade de passagem. Com a base industrial da Portobello, um bairro-parque de R$ 1 bilhão a caminho e prédios de padrão novo como o Number One da Asael, a cidade entrou no radar de quem investe. E ainda com o m² mais barato do eixo.
Render: divulgação / Asael
Por anos, Tijucas foi a cidade que o motorista atravessava na BR-101 sem parar, a caminho de Balneário Camboriú ou de Florianópolis. Esse tempo acabou. Espremida entre os mercados imobiliários mais caros do Brasil, e com uma base industrial que poucas cidades de praia têm, Tijucas virou a nova fronteira de valorização do litoral catarinense, e o assunto de quem procura entrar no eixo pagando menos.
A prova está saindo do chão: prédios de padrão novo sendo entregues, um bairro-parque de R$ 1 bilhão a caminho, e os cofres da prefeitura estufando de arrecadação.
A cidade que ninguém olhava, no meio de todas as caras
A geografia explica quase tudo. Tijucas fica na BR-101, no ponto exato entre a Grande Florianópolis e o litoral norte. Ao seu redor, quatro das cidades com o metro quadrado mais caro do país segundo o FipeZAP: Balneário Camboriú, Itapema, Itajaí e Florianópolis. Quando o preço nessas praças sobe e o terreno acaba, a demanda procura a saída mais próxima. Essa saída é Tijucas.
A diferença é que a cidade tem para onde crescer e ainda oferece o metro quadrado mais barato do eixo. Com cerca de 60 mil habitantes e prestes a completar 166 anos, é um município pequeno recebendo capital de cidade grande.
Não é só dormitório: a fábrica está aqui
O que separa Tijucas de um puro bairro-dormitório é a economia própria. A cidade é sede de uma das maiores indústrias de revestimentos cerâmicos do país e concentra, no entorno, um polo industrial e de varejo que sustenta emprego e renda o ano inteiro, não só no verão.
| Empresa | Setor | Presença em Tijucas |
|---|---|---|
| Portobello | Revestimentos cerâmicos | Sede da companhia |
| Gerdau | Siderurgia | Unidade industrial |
| I Fashion Outlet (Grupo Iguatemi) | Varejo / outlet premium | Outlet de mais de 20 mil m² |
| Koch | Supermercados | Uma das maiores redes de SC |
Essa base é o que diferencia a valorização de Tijucas de uma aposta puramente especulativa: há gente trabalhando, morando e consumindo na cidade o ano todo. O imóvel não depende só do turista de temporada.
O Number One e a virada de padrão
Durante muito tempo, quem queria um apartamento com lazer completo em Tijucas não encontrava. Isso mudou. A Asael Empreendimentos entregou o Number One Residence, um edifício de 12 pavimentos com apartamentos de 3 suítes (de 136 a 145 m², cada um com duas vagas de garagem) e 7 salas comerciais no térreo. O diferencial está no topo: uma área de lazer completa no rooftop, com piscina de borda infinita, prainha, piscina kids, sauna, academia, cinema, dois espaços gourmet e salão de festas. Segundo a construtora, foi o primeiro empreendimento da cidade com esse padrão de lazer no rooftop.
Parece detalhe, mas não é. Quando uma construtora entrega numa cidade um produto que antes só existia nas praças caras vizinhas, é sinal de que o mercado local amadureceu e passou a comportar padrão, ticket e exigência maiores. O Number One é o tipo de prédio que redefine a régua de uma cidade. (Vale o registro para não confundir: existe outro Number One, em Itapema, de outra construtora, o Grupo N1.)
Rio Parque: o bairro-parque de R$ 1 bilhão
Se o Number One mostra o presente, o Rio Parque aponta a escala do futuro. É o primeiro bairro-parque planejado de Tijucas, às margens dos rios Tijucas e Oliveira, com mais de 460 mil m² (cerca de 65 campos de futebol), marina privativa e um parque linear de cerca de 2 km aberto ao público.
O Valor Geral de Vendas total é estimado em R$ 1 bilhão pela incorporadora, a Novo Ambiente Urbanismo. Aqui vale a disciplina de sempre: esse R$ 1 bilhão é o VGV projetado do bairro inteiro ao longo dos anos, não obra pronta. O número concreto de hoje é a 1ª fase, de cerca de R$ 50 milhões, já em obras, com entrega prevista em 30 meses. É o tipo de projeto que cria um novo eixo de bairro do zero, no modelo que já vimos dar certo em Porto Belo.
A prova está nos cofres da prefeitura
Boom imobiliário costuma vir acompanhado de um sinal difícil de maquiar: a arrecadação. Em Tijucas, a prefeitura projeta a receita de IPTU saltar de cerca de R$ 15 milhões para R$ 50 milhões em 2026, e a arrecadação de ITBI (o imposto sobre a transferência de imóveis) superou a meta em 137% no último exercício. Mais imóveis, mais transações, mais valor: os números fiscais confirmam o que as obras mostram.
A leitura da Habitz
Tijucas é uma história diferente da de Itapema ou Porto Belo, e é importante entender a diferença antes de investir:
- É a fronteira, não o topo. Itapema e Porto Belo são o eixo consolidado, caro e maduro. Tijucas é a entrada mais barata ao lado dele, com o m² mais acessível e espaço para crescer. Quem compra ali aposta em quem chega antes, não em quem já chegou.
- O fundamento é real. Diferente de muitos “novos edens” que aparecem em folder, Tijucas tem indústria, varejo e localização de verdade. É o que dá lastro à valorização, além da proximidade com as praças caras.
- Projeção não é promessa. Os números de valorização que circulam (de 90% em três anos a 400% em vinte) são estimativas de quem vende, e devem ser lidos como cenário, não garantia. O que é concreto: preço de entrada baixo, obras acontecendo e arrecadação subindo.
Uma cidade de passagem que virou destino de capital, com fábrica, bairro-parque e prédios de padrão novo, é exatamente o tipo de virada que compensa entender cedo. Separar o fundamento real da projeção de vitrine é o trabalho da Bússola Habitz.
Perguntas frequentes
Por que Tijucas está virando destino imobiliário?
Por três motivos que se somam: fica na BR-101, entre a Grande Florianópolis e os mercados mais caros do país (Balneário Camboriú, Itapema, Itajaí), que já estão saturados e caros; tem uma base industrial real, com a sede da Portobello e outras grandes empresas; e ainda oferece o metro quadrado mais barato do eixo, com terreno disponível para crescer. A demanda que não cabe mais nas cidades vizinhas está transbordando para Tijucas.
O que é o Rio Parque, em Tijucas?
É o primeiro bairro-parque planejado de Tijucas, às margens dos rios Tijucas e Oliveira, com mais de 460 mil m² (cerca de 65 campos de futebol), marina privativa e um parque linear de cerca de 2 km. O Valor Geral de Vendas total é estimado em R$ 1 bilhão pela incorporadora (Novo Ambiente Urbanismo), com a 1ª fase, de cerca de R$ 50 milhões, já em obras e entrega prevista em 30 meses. O lançamento começou no início de 2026.
O que é o Number One da Asael?
É um edifício residencial entregue pela Asael Empreendimentos em Tijucas, com 12 pavimentos e apartamentos de 3 suítes (de 136 a 145 m²), além de 7 salas comerciais no térreo. Seu diferencial é a área de lazer completa no rooftop (piscina de borda infinita, prainha, sauna, academia, cinema, espaços gourmet e salão de festas): segundo a construtora, foi o primeiro empreendimento de Tijucas com esse padrão de lazer no topo. Atenção para não confundir com um outro Number One, em Itapema, de outra construtora (Grupo N1).
Vale a pena investir em Tijucas?
Tijucas é uma aposta de fronteira: ticket de entrada mais baixo que o das cidades vizinhas, puxado pela proximidade com mercados caros e por uma base econômica própria. É diferente de comprar em Itapema ou Porto Belo, que são o topo consolidado. As projeções de valorização que circulam (de 90% em três anos a 400% em vinte) são estimativas das incorporadoras, não garantias. O que sustenta o interesse são fundamentos reais: indústria, localização e preço acessível.
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